Apesar do título, isto não é uma peça de cowboys, mas sim um drama humorístico sobre a relação de dois irmãos, as suas diferenças, formas de estar e pensar, sempre com uma violência latente que pode explodir a cada momento. A encenação muito física de Rita Lello tira muito bom proveito do pequeno palco, criando um cenário (também da sua autoria) quase claustrofóbico que se vai deteriorando perante o nosso olhar atento. Confesso que a história não mexeu comigo, não tendo conseguido criar nenhuma ligação emocional com os personagens, mas provavelmente também não é suposto isso acontecer.
No papel dos manos, André Nunes e Martim Pedroso são excelentes. O primeiro, mais calmo, vai-se transformando e perdendo a sua passividade. O segundo, mais violento e manipulador, parece querer devorar o cenário e o irmão. Ambos funcionam muito bem, tanto em termos emocionais, como em termos físicos e, neste campo, não é uma peça fácil. A secundá-los, temos Heitor Lourenço como um oportunista produtor de Hollywood e Valerie Braddell como a mãe que, como comentado por uma amiga minha, parece ser uma “extra-terrestre“ no meio dos filhos.
Elenco: André Nunes, Heitor Lourenço, Martim Pedroso e Valerie Braddell
Equipa Criativa: Encenação e Tradução: Rita Lello • Texto Original: Sam Shepard • Cenografia: Rita Lello – Besta de Estilo: • Figurinos: João Telmo • Guarda Roupa: Besta de Estilo • Desenho de Luz: Ricardo Campos • Música Original e Sonoplastia: Carlos Morgado • Video: Rita Casaes • Caracterização: Noé • Fotografia Cartaz: Pedro Macedo – Framed Photos • Assistência de Encenação e Produção: Afonso Lourenço • Coprodução: Teatro da Trindade INATEL, Nova Companhia, Rita Lello e Ajagato
Fotos: Alípio Padilha






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