sexta-feira, 16 de outubro de 2026

IMITAÇÃO DOS PÁSSAROS de Tiago Torres da Silva

Filipe é um jovem diferente dos outros que se recusa a seguir os passos do seu pai, o qual o maltrata e parece não ter amor nenhum por ele, apenas vergonha. O “porto de abrigo” de Filipe é a sua avó, que o aceita como ele é e que lhe revela só ter começado a gozar a vida quando ficou viúva.

Ele há peças assim, em que a única coisa que conta são os actores e o texto, sem qualquer outro tipo de distracções (o mesmo se passa com UMA CASA, COM CERTEZA, também em exibição em Lisboa). Quanto ao texto é forte e mexe com situações muito reais; somos transportados para um universo de emoções, pontuadas com algum humor, que nos deixam com um nó na garganta. O encenador Tiago Torres da Silva, que é também o autor do texto, tira o melhor proveito do elenco que tem à sua disposição e a sua encenação é de certa forma calma e por vezes incomodativa.

Como a avó, Lídia Franco continua a demonstrar ser uma belíssima actriz e quem não gostaria de ter uma avó como ela? No papel de Filipe, Baltasar Marçal é vulnerável, carente e apetece dar-lhe um abraço de conforto. Por fim, Tiago Fernandes convence sem esforço no papel do pai e dá-nos uma interpretação brilhante.

Vale a pena assistir a este drama familiar com o qual muitas pessoas se irão infelizmente identificar. Emotivo, mas nunca lamechas, deixa-nos a pensar na vida e no que podemos fazer para aceitar e ajudar os outros.

Elenco: Baltasar Marçal, Lídia Franco, Tiago Fernandes

Equipa Criativa: Texto e Encenação: Tiago Torres da Silva • Cenário e Figurinos: Hugo F. Matos • Vídeo e Desenho de Luz: Aurélio Vasques • Dramaturgia: Maria Helena Melim • Assistência de Encenação: Baltasar Marçal • Professor de Russo: Roman Namazov • Fotografia: José Quintela • Ponto: Lídia Muñoz • Apoio: Gestão dos Direitos dos Artistas • Apoio Media: RTP e RTPAntena 1

Fotos: Filipe Ferreira – EGEAC – Teatro Variedades & Capitólio

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

UMA CASA, COM CERTEZA de Constança Bourgard

Um casal jovem compra um apartamento em Lisboa. Ela é de uma classe privilegiada, ele de uma família humilde. Enquanto vão montando a casa, as suas diferenças de classe e formas de ver a vida criam conflitos dos quais parece não haver saída.

Esta peça de Constança Bourgard, foi o texto vencedor da 8ª Edição do Prémio Miguel Rovisco – Novos Textos Teatrais. Miguel Fragata encena o texto de formal simples e segura, conseguindo-nos incomodar com os seus temas fortes e abrindo a porta para a discussão e para a polémica. São muitas as questões levantadas e todas elas são bem actuais, mas Fragata tem o bom senso de não nos forçar a tomar o partido de nenhum dos membros do casal. Será que ambos têm razão?

No elenco Ana Valentim e André Leitão (A GAIVOTA, DA BOCA PARA FORA) entregam-se aos seus papéis sem medo, por vezes de forma arrojada, outras de forma mais emocional, mas nunca tentando fazer-nos acreditar no seu amor. Ambos os actores estão excelentes e é com gosto que os aplaudimos no final.

Um drama actual, que nos faz pensar, bem como enfrentar as nossas opiniões e escolhas. A ver!

Elenco: Ana Valentim, André Leitão

Equipa Criativa: Encenação: Miguel Fragata • Texto: Constança Bourgard • Cenografia: Fernando Ribeiro • Figurinos: José António Tenente • Desenho de Luz:  Rui Monteiro • Fotografia Cartaz: Pedro Macedo • Produção: Teatro da Trindade INATEL

Fotos: Alípio Padilha, Jorge Tabuada, Leonardo Negrão





sábado, 10 de outubro de 2026

PURA LOUCURA de Paul Portner

Esta PURA LOUCURA é baseada numa peça alemã com o nome “Scherenschnitt”, que teve a sua estreia em 1963 e, desde então, tem tido grande sucesso por este mundo fora. Agora foi a vez de chegar aos nossos palcos… ou será que já cá esteve? Muito sinceramente não sei a resposta a esta pergunta.

Num salão de cabeleireiro, um pequeno grupo de personagens vê-se confrontado com um crime. A polícia sabe que um deles é o assassino e vai precisar da ajuda de nós, os espectadores, para descobrir a identidade do criminoso... ou será criminosa?

No espaço colorido de um salão de cabeleireiro, o encenador Michel Semeão (o mesmo do 2:22 UMA HISTÓRIA DE FANTASMAS) coloca os seus personagens como peças de um “whodunit” da Agatha Christie. Humor não falta e o elenco está à altura do projecto, mas confesso que achei a peça demasiado longa, por vezes repetitiva (se bem que o é por razões óbvias) e não me ri muito.

O elenco diverte-se com as suas personagens e estão todos muito bem. O destaque vai para um muito engraçado Flávio Gil, que é um dos melhores e mais versáteis actores da sua geração e que já tive a sorte de o ver, entre outras coisas, em A FOZ DO MEKONG, SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO, SALÃO LISBOA – O DIÁRIO DE UM ALFACINHA e O AMOR É TÃO SIMPLES.

Não é a loucura de que eu ia à espera, mas tem os seus momentos e saímos do teatro bem-dispostos.

Elenco: Diana Nicolau, Flávio Gil, Frederico Amaral, Jorge Mourato, Ruben Madureira, Susana Blazer

Equipa Criativa: Autor: Paul Portner • Encenação: Michel Semeão • Tradução: Ana Sampaio • Cenografia: Catarina Amaro • Figurinos: Andy Dyo • Desenho de Luz: Catarina Côdea • Produção: Força de Produção

Fotos: Filipe Ferreira




quinta-feira, 1 de outubro de 2026

AS PRECIOSAS RIDÍCULAS de Molière

Foi em Paris, no dia 18.11.1659, que esta peça de Molière teve a sua estreia e agora, partindo eu do princípio que já foi anteriormente produzida em Portugal, está de volta aos nossos palcos.

A história é simples, duas jovens burguesas (Catarina e Madalena) têm a mania que são “finas” e recusam os pretendentes às suas mãos. Para se vingarem delas, os pretendentes disfarçam os seus criados (Mascarille e Jodelet) de nobres e ordenam-lhes que eles vão conquistar as jovens.

Em estilo “Commedia dell’arte”, o encenador Beto Coville dá-nos uma colorida e divertida comédia. Verdade, a peça custa a arrancar e o estilo de representação “antiquado” teve dificuldade em me conquistar. Mas a partir do momento que as duas jovens burguesas recebem a visita de Mascarille, tudo muda e diverti-me imenso; para ajudar, Jodelet também se junta à festa. As gargalhadas provocadas por este inspirado quarteto são razão suficiente para esta viagem ao passado.

Joana de Verona e Márcia Cardoso (a responsável pelo A VELHA SENHORA) entregam-se com alma e comicidade às suas personagens, Madalena e Catarina. Ricardo Barbosa dá uma ingenuidade meio tonta e cheia de graça ao seu Jodelet e António Camelier é inesquecível como o cómico, sexy e meio doido Mascarille. Já tinha tido o gosto de ver estes dois últimos actores em T2 EM BENFICA POR 600 EUROS. O restante elenco diverte-se de forma despretenciosa.

Se gostam de rir, de piadas marotas, estas PRECIOSAS RIDÍCULAS são para vocês.

Elenco: António Camelier, Beto Coville, Dan Martin, Eurico Lopes, Gabriela Ferreira, Guilherme Inácio, Joana de Verona, Luísa Ortigoso, Manuela Ferreira, Márcia Cardoso, Maria D’Aires, Ricardo Barbosa

Equipa Criativa: Encenação: Beto Coville • Cenografia: Eurico Lopes • Figurinos: Mia Lourenço • Desenho de Luz e Sonoplastia: Pedro Santos • Atelier Comédia dell’Arte: Tobias Monteiro • Assistência de Encenação: Gabriela Ferreira • Caracterização: Magali Santana • Registos Vídeo: Os Insolentes - Insolência Cultural • Assistência de cenografia: Guilherme Inácio • Produção: Companhia Teatro Livre • Cartaz: Luciano Luz

Fotos: Emma Saints





quarta-feira, 23 de setembro de 2026

COME FROM AWAY de Irene Sankoff & David Hein

Este musical teve a sua estreia na Broadway em 2017, onde teve uma carreira de sucesso que só terminou em 2022. 

Baseado em acontecimentos reais, que ocorreram logo a seguir aos ataques de 11 de Setembro de 2001, quando 38 aviões, com cerca de 7000 passageiros, foram obrigados a desviar a sua rota para o aeroporto da pequena cidade de Gander, em Terra Nova (Canadá), onde aterraram. Aí, a vida de um grupo de passageiros cruza-se com a vida dos habitantes da cidade, com resultados que mudaram as suas vidas para sempre. 

A produção portuguesa deste musical estreou na altura certa, no mês de Setembro, e é excelente. O encenador Pedro Pernas (o mesmo do recente SWEENEY TODD) consegue integrar-nos na vida dos personagens, ao ponto de fazermos parte daquele grupo. Talvez por isso sentimos as suas ansiedades, as suas emoções, os seus receios, os seus dramas... existe uma energia emotiva em palco que nos contagia e que não deixa ninguém indiferente. É impressionante como Pedro Pernas, com a ajuda de Laura Póvoa (responsável pela coreografia e movimentação), consegue criar ordem e harmonia no caos de malas, cadeiras e caixas que enchem o palco. Pernas também consegue evitar de forma hábil a lamechice a que o tema se proporciona.

As canções de autoria de Irene Sankoff e David Hein encaixam perfeitamente na história e, apesar de nenhuma ser do género de ficar no ouvido, enriquecem esta inesquecível experiência teatral. Eu vi a produção original da Broadway em video e, acreditem ou não, a produção portuguesa é muito melhor!

O elenco constituído por uma dúzia de talentosos e versáteis actores, desdobra-se por vários papéis e conquistam-nos em todos eles. Claro que, por motivos das personagens interpretadas, há sempre um ou outro que se destaca, aqui diria que é Teresa Macedo, como uma das professoras de Gander e, principalmente, como a piloto. Mas são todos mesmo muito bons. Adorei reencontrar Paulo Oom, André Lourenço e Pedro Paz, um trio que tive o prazer de ver na PEQUENA LOJA DOS HORRORES; bem como João Marques que, para além de ter sido o SCROOOGE, fazia parte do elenco de SWEENEY TODD e, claro, Marta Lys que vi no RENT. Quanto aos que eu desconhecia: Helena Montez, Catarina Leão, Madalena Pepolino, Ricardo Monteiro, Paulo Duarte Ribeiro e Mari Ribeiro, foram uma agradável surpresa. E os músicos são óptimos!

Este é um musical que devia ser visto por todos, pois recorda-nos como é bom sermos humanos e estarmos ali para os outros, qualidades que andam esquecidas neste mundo louco em que vivemos. Apesar do tema pesado e de nos deixar com um nó na garganta, é também um muito emotivo “feel-good” musical que nos deixa o coração cheio de esperança. Não percam! Vale mesmo a pena! 

Parabéns a todos, ficaram no meu coração!

Elenco: André Lourenço, Catarina Leão, Helena Montez, João Marques, Madalena Pepolino, Mari Ribeiro, Marta Lys, Paulo Duarte Ribeiro, Paulo Oom, Pedro Paz, Ricardo Monteiro, Teresa Macedo

Músicos: Malú Garcia, Tomás Rosa Duarte, Nuno Sá, Romeu Santos, Renato Andrade, Marco Fernandes,  Santiago Cunha, Marco Barbosa, Marta Mata, Catarina Passos, Gonçalo Reis

Equipa Criativa: Texto Original, Música e Letras: Irene Sankoff e David Hein • Encenação: Pedro Pernas • Direção Musical: Nuno Sá • Coreografia e Movimentação: Laura Póvoa • Cenografia e Figurinos: Ana Paula Rocha • Assistentes de Cenografia e Figurinos: Madalena Cáceres & Marta Andrade • Caracterização: Lis Areia • Direção de Cena: Madalena Venâncio • Desenho de Luz: Paulo Santos • Som: André Marques e Flávio Oliveira • Caracterização (tranças): Celine Nhime • Produção: Margarida Carlos & Pedro Bello – Lisbon Film Orchestra

Fotos: Paulo Miranda


segunda-feira, 21 de setembro de 2026

ROSALINE, A EX DO ROMEU de Renato Arroyo

Uma das mais conhecidas e mais trágicas histórias de amor de sempre é o ROMEU E JULIETA de William Shakespeare. Mas na verdade, recentemente, descobriu-se que o tio Shakespeare não nos contou tudo. Então não é que o Romeu, antes de conhecer a Julieta, tinha um caso amoroso com a Rosaline? Quando esta última sobe que o Romeu estava apaixonado pela sua prima Julieta (conheceram-se num baile de máscaras), fica furiosa e decide fazer tudo para terminar aquele namoro. Pelo meio conhece o belo Luca, um pretendente à sua mão escolhido pelo seu pai. 

Baseado no romance “When You Were Mine” de Rebecca Serle, publicado em 2013 e transformado em filme em 2022, com o título “Rosaline”, é agora adaptado livremente ao teatro musical por Renato Arroyo e o resultado é divertido, com muita cor, luz e ritmo. Confesso que não é propriamente o meu estilo de musical, pois o seu estilo de música pop-rock não é para mim (verdade, sou um cota conservador), mas ainda assim tem coisas muito boas, especialmente o fantástico elenco. Achei o primeiro acto um bocado barulhento e confuso, mas as coisas melhoram bastante no segundo acto e a cena da morte do Romeu e Julieta é o grande momento do musical.

Voltando à música, escrita por Miguel Amorim e Filipe de Albuquerque, achei-a toda muito igual e, para mim, não houve nenhuma canção que se destacasse. Mas como já disse, o estilo pop-rock não é para mim. Quanto à coreografia, é naturalmente no estilo hip-hop, com uma ou outra excepção (com um quase momento Bob Fosse no bar), mas o elenco dança com energia e talento. 

Um pequeno aparte para os responsáveis pelo som. Por vezes a música estava tão alta, que não se conseguia perceber o que os actores estavam a cantar (por exemplo no dueto entre Rosaline e Julieta). Isto é um problema que se está, infelizmente, a tornar comum. Não se esqueçam que num musical as letras das canções são tão ou mais importantes que o texto e é importante percebê-las. 

No papel de Rosaline, Rafaela Monteiro (que já tinha tido o privilégio de ver em COMPANY e RENT) enche o palco com a sua forte presença, humor e grande voz. A seu lado, Inês Branco dá-nos uma radiosa e inocente Julieta e Vânia Blubird (fantástica em SWEENEY TODD e COMPANY) é excelente e divertida como a Ama. Do lado masculino, quem me conquistou foi o Bruno Madeira (que vi em COMPANY e VARIEDADES... COMO UMA ÓPERA BUFA...) como o simpático e sexy Luca; a química entre ele e Rosaline é palpável. Como Romeu, Emanuel Almeida é simpático, um pouco tonto e, como é óbvio, tem mais química com a Julieta do que com a Rosaline; no papel de Páris, o colorido gay amigo de Rosalina, Paulo Sousa é muito divertido. Tive pena que, em papéis secundários, Bryan Carvalho (SWEENEY TODD, GREASE), Pedro Nuno (IN THE HEIGHTS) e Samuel Alves (AVENIDA Q, O REGRESSO DE RICARDO III NO COMBOIO DAS 9h24, QUIZ, SR. ENGENHEIRO – ALEGADAMENTE UM MUSICAL) não tenham tido mais oportunidade de brilhar. Mas foi um prazer ver todo o jovem e talentoso elenco no palco.

É um musical cujo público-alvo não são os cotas como eu, mas sim os jovens de espírito e acredito que estes vão gostar muito mais do que eu. Por isso, comprem os vossos bilhetes e vão conhecer a Rosaline!

Elenco: Rafaela Monteiro, Inês Branco, Vânia Blubird, Emanuel Almeida, Paulo Sousa, Bruno Madeira, Samuel Alves, Artur Costa, Debbie Monteiro, Mimi Martinho, Pedro Nuno, Marco Ferreira, Bryan Carvalho, Gonçalo Rosales, Andreia Barros, Leonor Reis

Equipa Criativa: Criação, Texto, Cenografia & Encenação: Renato Arroyo • Co-criação & Letras: Inês Branco • Co-criação & Supervisão Artística: João Albuquerque Alves • Composição, Direção Musical & Produção Musical: Miguel Amorim • Letras, Composição & Assistência de Encenação: Filipe de Albuquerque • Direção Vocal & Arranjos Vocais: Carlos Meireles • Coreografia: Mimi Mourato & António Máximo • Desenho de Iluminação: Alexandre Almeida • Desenho de Som: Daniel Nicolau Fernandes • Desenho de Figurinos & Adereços: Pedro Morim • Desenho de Cenografia & Adereços: Lara Faustino • Desenho de Caracterização: Daisy Marques • Produção: UAU – Produção de Espectáculos, Lda

Fotos: desconhecido



terça-feira, 8 de setembro de 2026

PRÉMIOS JORGE VAI AO TEATRO 2026

Uma vez que a temporada teatral 2025/2026 (Setembro 2025 a Agosto 2026) chegou ao seu termo, está na altura de distinguir os melhores em várias categorias. 

Este ano decidi abrir o leque e passei de 18 para 30 categorias, pois decidi que, ao contrário do que aconteceu o ano passado, o Musical deve ter os seus próprios prémios.

Nesta última temporada tive a sorte de ver 54 novos espectáculos (na temporada anterior vi apenas 29), uns excelentes outros fraquitos, mas ir ao teatro é sempre uma experiência fantástica que aconselho a todos.

Quem já me conhece, sabe que não sou uma pessoa muito cultural, sem paciência para “intelectualices” e que vê as peças (e os filmes também) pelo lado emocional e não pelo intelectual. Para mim o teatro, bem como o cinema (a minha outra grande paixão), é a melhor forma de evasão da realidade das nossas vidas e deste mundo estranho em que vivemos. O bichinho do teatro continua vivo dentro de mim, mas duvido muito que algum dia venha a ser actor.

Só uma pequena explicação. As peças elegíveis para os meus prémios, são apenas aquelas que tiveram estreia em Lisboa entre 01.09.2025 a 31.08.2026. Reposições como, por exemplo, RENT, DONA MARGARIDA e SWIMMING POOL PARTY, não são elegíveis.

Mas já chega de conversa, aqui ficam os meus PRÉMIOS JORGE VAI AO TEATRO 2026, que apenas reflectem a minha paixão pelo teatro. Para o ano, se tudo correr bem, pode ser que haja mais.

Para saberem os PRÉMIOS JORGE VAI AO TEATRO 2025 é só clicarem aqui.









OS ESPECTÁCULOS QUE VI NA TEMPORADA 2025/2026